ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O USO DO COAGULANTE EXTRAÍDO DAS SEMENTES DE MORINGA OLEIFERA E OS COAGULANTES QUÍMICOS NO TRATAMENTO DE ÁGUA
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Resumo
O saneamento, a disponibilidade e a gestão sustentável da água são um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Além dos coagulantes químicos, há polímeros sintéticos e coagulantes naturais que podem ser utilizados no tratamento de água. O presente trabalho objetivou avaliar a eficácia das sementes de Moringa oleifera, do cloreto de polialumínio (PAC) e do sulfato de alumínio, no tratamento da água proveniente do rio localizado no Córrego dos Pombos. Foram realizados ensaios no Jar Test para simular os processos de coagulação, floculação e decantação. Foram utilizadas dosagens de 210 a 3200 mg/L do pó das sementes de Moringa oleifera e 1 a 1000 mg/L do extrato aquoso das sementes de Moringa oleifera, para uma água com turbidez inicial de 21,30 NTU, e dosagens de 7 a 8,58 mg/L de PAC, 14 a 28 mg/L de sulfato de alumínio e 50 a 200 mg/L do Método 2, para uma água com turbidez inicial de 73,98 NTU. A dosagem ótima dos coagulantes foi estabelecida pelas análises dos parâmetros físico-químicos da água. Os resultados mostram que a dosagem ótima do extrato aquoso (50 mg/L) obteve melhor eficiência para a água de 21,30 NTU, assim como uma geração de lodo inferior (0,8 mL/L) à do pó (4,5 mL/L). Na água de 73,98 NTU, o PAC e o extrato aquoso obtiveram valores acima de 95% de remoção de turbidez. O extrato aquoso gerou menor volume de lodo em relação aos coagulantes químicos, sendo um substituto eficaz, sustentável e viável.
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