AVALIAÇÃO DAS EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA DECORRENTES DA GESTÃO DE RESÍDUOS DOMICILIARES DA COLETA INDIFERENCIADA NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
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Resumo
Os resíduos sólidos urbanos são considerados um dos grandes problemas ambientais da atualidade, com potencial de impactar negativamente a vida e saúde da população. Além dos impactos diretos decorrentes da gestão inadequada dos resíduos, deve-se considerar a emissão de gases do efeito estufa (GEE). Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar as emissões de GEE decorrente da gestão de resíduos sólidos domiciliares da coleta indiferenciada entre os anos de 2010 a 2015 no município de São Paulo. As emissões apresentadas nos inventários e relatórios do município de São Paulo foram utilizadas para se calcular as emissões de GEE decorrentes da etapa de coleta, transporte e disposição final em aterro sanitário dos resíduos domiciliares da coleta indiferenciada. Também se estimou as emissões de GEE em cenários hipotéticos considerando algumas das diretrizes contidas no plano de gerenciamento integrado de resíduos sólidos do município. As emissões calculadas de GEE da etapa de coleta e transporte nos anos de 2010 a 2015 foram de 37 GgCO2-eq. Já as decorrentes da disposição final foram de 3.200 GgCO2-eq. Verificou-se também que se desde 2010 a matéria orgânica do resíduo domiciliar não tivesse sido aterrada, sendo encaminhada para tratamento biológico, haveria uma redução significativa na emissão de GEE, superior a 2.000 GgCO2-eq. O diagnostico da emissão de GEE decorrentes da gestão de resíduos sólidos é um instrumento gerencial que pode contribuir para minimizar eventuais impactos relacionados aos efeitos de GEE nas mudanças climáticas, proporcionando melhorias na saúde pública, economia de recursos e meio ambiente.
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