EDUCAÇÃO AMBIENTAL DECOLONIAL E RESISTÊNCIA BIOCULTURAL NA CAATINGA: UMA ABORDAGEM A PARTIR DA ECOLOGIA DE SABERES E DA DESERTIFICAÇÃO MENTAL DECOLONIAL ENVIRONMENTAL EDUCATION AND BIOCULTURAL RESISTANCE IN THE CAATINGA: AN APPROACH BASED ON THE ECOLOGY OF KNOWLEDGE AND MENTAL DESERTIFICATION
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Resumo
A persistência de modelos educacionais eurocêntricos no Semiárido brasileiro tem contribuído para a invisibilização de saberes ancestrais e para a consolidação de uma percepção reduzida da Caatinga, frequentemente associada à escassez e à degradação. Esse cenário evidencia um processo de desertificação mental, caracterizado pela erosão de conhecimentos locais e pela desconexão entre sujeitos e território. O presente estudo tem como objetivo analisar como a educação ambiental decolonial pode atuar como estratégia de resistência biocultural, a partir da ecologia de saberes. Metodologicamente, trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida entre novembro de 2025 e março de 2026, com base em 234 referências inicialmente identificadas, das quais 25 compuseram o corpus final. Os resultados indicam que a educação ambiental no Semiárido ainda é marcada por abordagens descontextualizadas, ao passo que os saberes tradicionais demonstram elevada capacidade adaptativa e relevância para a sustentabilidade. A discussão evidencia que a superação da desertificação mental requer a reconfiguração das bases epistemológicas da educação, promovendo o diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Conclui-se que a educação ambiental decolonial constitui um instrumento estratégico para a promoção da justiça epistêmica e para o fortalecimento da resiliência biocultural na Caatinga, abrindo caminhos para práticas educativas mais contextualizadas e transformadoras.
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