DIMENSIONAMENTO DE ÁREA PARA INSTALAÇÃO DE ATERRO SANITÁRIO E PROPOSTA DE GERENCIAMENTO CONSORCIADO DE RSU NA REGIÃO DE ARARAS-SP AREA SIZING FOR LANDFILL INSTALLATION AND MSW CONSORTIUM MANAGEMENT PROPOSAL IN THE REGION OF ARARAS-SP

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Jandir Pereira Blasius
André Corrêa de Toledo
Marcelo Loureiro Garcia

Resumo

 


Municípios de pequeno e médio porte não possuem recursos para implantação de soluções individuais para o gerenciamento adequado de resíduos sólidos urbanos (RSU). Para sanar esta problemática é necessário buscar soluções compartilhadas. Neste viés, este trabalho teve o objetivo de definir um arranjo de municípios para gerenciamento consorciado de RSU junto ao município de Araras/SP e propor cenários para dimensionamento da área mínima necessária para implantação de aterro sanitário e demais instalações de saneamento. Para seleção dos municípios foram elencados os seguintes critérios: proximidade geográfica, distância do local de disposição atual e de Araras, participação de outro consórcio com a mesma finalidade, condições do local de disposição atual e volume de resíduos gerados. Para dimensionamento da área das instalações de saneamento foi calculada a projeção populacional durante o horizonte de projeto (30 anos) por meio dos seguintes modelos matemáticos: aritmético, geométrico, taxa decrescente e crescimento logístico. Para projeção do volume de resíduos foram elaborados cenários considerando a redução gradativa do aterramento de RSU em termos percentuais: Cenário Base (0%), Pessimista (20%), Provável (50%) e Otimista (80%). De acordo com o conjunto de critérios ponderados, 10 municípios foram categorizados com alta prioridade para participação de consórcio público junto ao município de Araras, são eles: Analândia, Charqueada, Cordeirópolis, Corumbataí, Ipeúna, Mogi Mirim, Pirassununga, Porto Ferreira, Santa Cruz da Conceição e Santa Gertrudes. A estimativa populacional do arranjo é de 665 mil pessoas, que gerarão cerca de 4,6 milhões de toneladas de RSU. Para estabelecer margem de segurança de projeto, no cálculo da área mínima para instalação do aterro sanitário foi adotado como referência o valor obtido pela projeção do Cenário Pessimista (20%). Sendo assim, a área mínima requerida para as instalações de saneamento será de 45 ha. Desta forma, o presente trabalho fornece subsídios aos gestores públicos e é um instrumento orientador à formação de arranjo intermunicipal para a gestão adequada e compartilhada de RSU.


 


 

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Como Citar
Blasius, J. P. ., Toledo, A. C. de ., & Garcia, M. L. . (2023). DIMENSIONAMENTO DE ÁREA PARA INSTALAÇÃO DE ATERRO SANITÁRIO E PROPOSTA DE GERENCIAMENTO CONSORCIADO DE RSU NA REGIÃO DE ARARAS-SP: AREA SIZING FOR LANDFILL INSTALLATION AND MSW CONSORTIUM MANAGEMENT PROPOSAL IN THE REGION OF ARARAS-SP. Revista Brasileira De Meio Ambiente &Amp; Sustentabilidade, 3(4), 104–131. Recuperado de https://rbmaes.emnuvens.com.br/revista/article/view/347
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Jandir Pereira Blasius, PM LEME/UNESP

Bacharel em Engenharia Ambiental e Sanitária pela Universidade Federal do Pampa, Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade Cândido Mendes, Especialista em Saúde e Saneamento Ambiental pela Universidade Federal de Goiás, Mestre e Doutorando em Geociências e Meio Ambiente pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Atua como Engenheiro de Segurança do Trabalho na Prefeitura de Leme/SP e como Professor Bolsista na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho no curso de Engenharia Ambiental. E-mail: jandir.blasius@unesp.br

André Corrêa de Toledo, SPTC-SP/UNESP

Bacharel em Engenharia Ambiental pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Mestrando em Geociências e Meio Ambiente pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Atua como Perito Criminal da Superintendência da Polícia Técnico-Científica E-mail: andre.correa.toledo@gmail.com

Marcelo Loureiro Garcia, UNESP

Bacharel em Engenharia Civil, mestrado e pós-doutorado em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP). Obteve o título de Doutor (Ph.D.) em Engenharia Ambiental pela Washington University in Saint Louis (WUSTL), School of Engineering & Applied Science (USA). Atua no curso de graduação em Engenharia Ambiental e no programa de pós-graduação em Geociências e Meio Ambiente do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Câmpus de Rio Claro, no qual realizou a Livre-Docência em Engenharia Sanitária. E-mail: marcelo.garcia@unesp.br