TOPOFILIAS COLETIVAS: EXPERIÊNCIA, MEMÓRIA URBANA E COOPERAÇÃO NA PROMOÇÃO DA RESILIÊNCIA CLIMÁTICA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM TERRITÓRIOS VULNERABILIZADOS COLLECTIVE TOPOPHILIES: EXPERIENCE, URBAN MEMORY, AND COOPERATION IN PROMOTING CLIMATE RESILIENCE AMONG CHILDREN AND ADOLESCENTS IN VULNERABLE TERRITORIES
Conteúdo do artigo principal
Resumo
Este artigo discute como vínculos afetivos com o território — compreendidos aqui a partir da noção de topofilia —, articulados à memória urbana, às experiências subjetivas e às práticas coletivas participativas, podem contribuir para a promoção da saúde mental e da resiliência climática de crianças e adolescents em territories vulnerabilizados. Parte-se do reconhecimento de que a emergência climática intensifica desigualdades históricas, agrava precariedades urbanas e afeta o sentimento de pertencimento, com repercussões psíquicas e sociais relevantes. O texto aproxima contribuições dos estudos urbanos, da saúde mental, da crítica racial, da psicanálise, da memória social e da antropologia política para sustentar a hipótese de que o fortalecimento de laços significativos com o lugar, pode ampliar disposições de cuidado ambiental, cooperação e ação coletiva. Em diálogo com autores como Yi-Fu Tuan, Gregory Bateson, Walter Benjamin, Pierre Clastres, Silvio Almeida, Emílio David, Luiz Marques e Alexandre Nodari, propõe-se um percurso metodológico inspirado na ciência pós-normal e em práticas participativas com crianças e adolescentes. Como resultado teórico-metodológico, argumenta-se que cartografias afetivas, derivas urbanas, oficinas de reenquadramento e narrativas especulativas podem constituir dispositivos importantes para a construção de pertencimento, literacia climática e resiliência em contextos de vulnerabilidade socioambiental.
Downloads
Detalhes do artigo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.